Nova composição do bondinho de Santa Teresa entra em fase de testes

O bonde de Santa Teresa, aos poucos, volta aos trilhos. Nesta terça-feira à noite, chegou ao Rio uma nova composição, conforme informou Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO. Ela ficará 15 dias em teste, transitando sem passageiros e, depois desse prazo, se juntará aos outros cinco carros, também novos, já em atividade.

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Tradição. Bonde sai do Centro rumo a Santa Teresa: cinco estão em operação

Até o fim do ano, chegarão à cidade mais dois bondinhos (cada um, ao custo de R$ 3 milhões). O secretário estadual de Transportes, Rodrigo Vieira, promete aumentar também a extensão dos trilhos. Daqui a dez dias, ele inaugura o trecho de 600 metros que liga a Travessa Vista Alegre ao Largo do França.

Até a primeira quinzena de dezembro, será a vez dos trilhos chegarem até a parada Dois Irmãos, um acréscimo de quase um quilômetro no trajeto, que ficará com cerca de seis quilômetros, mesma extensão de antes do acidente que matou seis pessoas em 2011.

— Quando inaugurarmos a parada Dois Irmãos, chegaremos aos 6 quilômetros que o bonde percorria antes do acidente, em 2011. A diferença é que colocamos em operação o ramal Francisco Muratori, que estava parado há mais de 50 anos, no lugar do ramal Paula Matos. Deixaremos um planejamento para o Paula Matos para o próximo governo — afirma o secretário.

 Moradores de Santa Teresa, como o caricaturista Zé Andrade, se dizem satisfeitos com a ampliação.— Quando inaugurarem a parada Dois Irmãos, não terei mais que caminhar quase um quilômetro para pegar o ônibus para o Largo do Machado — comemorou.

Já a autônoma Maria José da Silva, moradora da Rua Paula Matos, lamenta que o ramal que a deixaria na porta de casa não tenha sido reconstruído:

— Faz falta. Acabei tendo que substituir o bonde pelo ônibus.

Bonde de Santa Teresa circulará até Vista Alegre a partir desta segunda-feira

A partir desta segunda-feira, o bondinho de Santa Teresa circulará até a Vista Alegre, que fica no bairro. De acordo com a secretaria estadual de Transportes, o avanço é fruto da nova fase de expansão do sistema, cujas obras foram iniciadas em julho deste ano.

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Ainda segundo a pasta, as intervenções fazem parte do trecho compreendido entre a Praça Odylo Costa Neto e o Largo do França e representam um avanço na oferta do serviço de 1,5 km em duas vias (subida e descida), passando a atender as comunidades do bairro e entorno.

De acordo com a secretaria de Transportes, as expansões têm sido realizadas gradativamente e a operação foi ampliada a partir dos recursos obtidos com a cobrança da tarifa. Este ano, o serviço foi ampliada até a Praça Odylo Costa Neto e houve o retorno da operação até a Rua Francisco Muratori.

Elevador Paula Mattos

Elevador Paula Mattos
imagem meramente ilustrativa

O elevador urbano tinha o estilo do famoso Elevador Lacerda em Salvador, com torre e ponte.

Inaugurado em 6 de abril de 1884 pela Arens Irmãos, ficava localizado ao lado de onde hoje é o Túnel Martim de Sá, com maquinário à vapor e capacidade para 13 pessoas, possuía uma torre com 30m de altura, uma ponte de 32m com 3,6m de largura. Ainda possuía um sistema de segurança hidráulico, que segurava o elevador, caso a corrente rompesse.
Funcionava de 8h às 0:30h, com intervalos de 5 minutos.

Em 1887 a concessão foi vendida a Dr. Buarque de Macedo e Raymundo de Castro Maya

Em 1896, com a inauguração do Plano Inclinado de Santa Thereza, que deu início ao sistema de bondes do bairro, o elevador perdeu sua utilidade, fechou e foi desmontado.

Não há nenhuma imagem conhecida dele.

Elevador Paula Mattos
Gazeta de Noticias 06-08-1887

Os irmãos Henrique, Fernando e Augusto Arens eram alemães filhos de brasileiros que se formaram engenheiros mecânicos na Alemanha e vieram para o Rio de Janeiro em 1874 como agentes importadores de maquinários para lavoura e indústria. Na tentativa de expansão da empresa, Fernando Arens se mudou para o interior de São Paulo, onde desenvolveu os tubos de ferro fundidos por centrifugação, técnica patenteada, reconhecida e utilizada no mundo inteiro.

O engenheiro Raymundo de Castro Maya, homem culto à época, foi pessoalmente convidado por D. Pedro II para conduzir e orientar seus netos, tendo se destacado como técnico da Estrada de Ferro D. Pedro II. Era pai de Raymundo Ottoni de Castro Maya, empresário e grande colecionador de artes, cuja casa hoje é o Museu da Chácara do Céu, que conta com obras de seu acervo.