Getúlio estabeleceu seu ateliê a céu aberto, o Chamego Bonzolândia, na Rua Leopoldo Fróes, um espaço que reflete sua conexão profunda com o bairro. Suas obras, muitas vezes batizadas com nomes divertidos como “Sabiá Cheirosa” ou “Advogado Porta de Cadeia”, capturam a alma carioca com humor e expressividade. Além de esculturas, ele produz pinturas, ministra oficinas em escolas e participa de eventos culturais, como o Arte de Portas Abertas, do qual é um dos fundadores, e exposições em locais prestigiados, como o Museu Nacional de Belas Artes, o Museu do Folclore e até museus na Suíça.
Sua arte sustentável não é apenas um ato criativo, mas também uma reflexão sobre o reuso e a preservação ambiental. Getúlio transforma o que seria lixo em peças que contam histórias, conectando tradição e inovação. Pai de três filhos e avô de quatro netos, ele criou sua família imerso no mundo da arte, com seu filho Victor sendo um colaborador ativo no ateliê. Sua simplicidade e carisma conquistam a comunidade local, que o apoia trazendo materiais e encomendando obras, além de turistas que levam suas criações para diversos países.
Aos 70 anos, Getúlio Damado segue produzindo incansavelmente, mantendo viva a essência de Santa Teresa. Getúlio é mais do que um artista; é um símbolo de resiliência, criatividade e amor pelo bairro que o acolheu. Parabéns, Getúlio, por 70 anos de vida e arte transformadora!